Eu sinto falta das confissões na madrugada, dos amigos pra toda hora, de beber escondido e no fim rir de tudo. Sinto falta dos abraços, dos beijos roubados, dos tapas e empurrões... Sinto falta das brigas que acabavam com água na cara, das coisas erradas que acabavam em ocorrência. De ser eu mesma o tempo todo, e de ter pessoas que gostavam de mim exatamente por isso. De chorar junto quando a angustia chegava... eu sinto falta... Eu tive uma vida, eu realmente vivi naquela época. E agora?? Tenho um sofá, um apartamento e um coração vazios.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
As borboletas venceram...
Eu sinto falta das confissões na madrugada, dos amigos pra toda hora, de beber escondido e no fim rir de tudo. Sinto falta dos abraços, dos beijos roubados, dos tapas e empurrões... Sinto falta das brigas que acabavam com água na cara, das coisas erradas que acabavam em ocorrência. De ser eu mesma o tempo todo, e de ter pessoas que gostavam de mim exatamente por isso. De chorar junto quando a angustia chegava... eu sinto falta... Eu tive uma vida, eu realmente vivi naquela época. E agora?? Tenho um sofá, um apartamento e um coração vazios.
domingo, 1 de abril de 2012
É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.
(Caio Fernando Abreu)
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